Desvendando o relatório do GAFI: Como as empresas de PLDFTP podem fortalecersuas defesas contra o financiamento do terrorismo.
Em junho de 2025, o GAFI (Grupo de Ação Financeira) publicou a primeira atualização de
suas recomendações específicas para o combate ao financiamento do terrorismo. O órgão,
responsável pela definição de padrões e orientações globais para o combate da lavagem de
dinheiro, do financiamento ao terrorismo e, mais recentemente, o financiamento da
proliferação de armas de destruição em massa, não havia publicado novos relatórios desde 2015.
As novas diretrizes são mais claras e adaptadas ao cenário global atual,
representando um marco para empresas que atuam na área de PLDFTP. Com o aumento
da complexidade das redes terroristas e o uso crescente de métodos não convencionais
para o crime, como criptoativos e doações disfarçadas de causas legítimas, o documento
reforça a necessidade de estratégias corporativas mais dinâmicas e baseadas em risco.
Visão geral do relatório
O relatório apresenta três pilares principais, sendo:
- Fortalecimento das políticas internas e análise baseada em risco, as quais devem
estar alinhadas às diretrizes do GAFI, para captar mudanças no cenário global e
setorial, especialmente relacionadas ao financiamento do terrorismo; - Fortalecimento dos processos de due diligence, com foco especial em clientes,
parceiros e terceiros ligados a setores sensíveis, potencialmente alvo de
exploração por grupos terroristas; - Colaboração e compartilhamento de informações, em que existam parcerias com
outras instituições financeiras e órgãos reguladores visando a troca de informações
sobre possíveis ameaças e melhores práticas de segurança, focando na construção
de um ambiente mais seguro.
Por que essa atualização é relevante agora?
Desde a última revisão em 2015, o cenário geopolítico e tecnológico mudou radicalmente,
onde:
- Grupos criminosos passaram a utilizar as criptomoedas e transações fracionadas
para dificultar o rastreamento; - A pandemia acelerou o uso de pagamentos digitais, ampliando os canais para
movimentações suspeitas; - A proliferação de organizações sem fins lucrativos de fachada tornou-se um
desafio crescente.
Ou seja, as práticas de controle que se mostraram efetivas há 5 ou 10 anos podem estar
obsoletas frente ao desenvolvimento tecnológico.
Em suma, o relatório do GAFI serve como um guia essencial para as empresas de PLDFTP,
destacando a importância de uma abordagem proativa e colaborativa no combate ao
financiamento do terrorismo. Incorporar suas orientações é investir na resiliência
institucional, na integridade do sistema financeiro e corporativo internacional.